{"id":147,"date":"2016-04-08T14:37:29","date_gmt":"2016-04-08T14:37:29","guid":{"rendered":"http:\/\/sourtec.genesis.co.nl\/?page_id=147"},"modified":"2016-09-08T21:27:17","modified_gmt":"2016-09-08T21:27:17","slug":"testes-de-corrosao-fadiga","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/sourtec.com\/site\/pt\/testes-de-corrosao-fadiga\/","title":{"rendered":"Testes de Corros\u00e3o-Fadiga"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/sourtec.genesis.co.nl\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/banner-teste-corrosao_fadiga.png\" rel=\"attachment wp-att-429\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-429\" src=\"http:\/\/sourtec.genesis.co.nl\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/banner-teste-corrosao_fadiga.png\" alt=\"banner-teste-corrosao_fadiga\" width=\"1100\" height=\"160\" srcset=\"http:\/\/sourtec.com\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/banner-teste-corrosao_fadiga.png 1100w, http:\/\/sourtec.com\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/banner-teste-corrosao_fadiga-300x44.png 300w, http:\/\/sourtec.com\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/banner-teste-corrosao_fadiga-768x112.png 768w, http:\/\/sourtec.com\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/banner-teste-corrosao_fadiga-1024x149.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 1100px) 100vw, 1100px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O estudo da corros\u00e3o-fadiga em metais envolve diferentes campos do conhecimento, o que abre espa\u00e7o para diferentes formas de interpreta\u00e7\u00e3o. Corros\u00e3o-fadiga exibe os mesmos est\u00e1gios de forma\u00e7\u00e3o e propaga\u00e7\u00e3o de trincas que a fadiga.<\/p>\n<p>O trincamento do material em ambientes agressivos pode estar relacionado a ambos os fen\u00f4menos de corros\u00e3o-fadiga e corros\u00e3o sob tens\u00e3o. Mais especificamente, o termo corros\u00e3o-fadiga se refere \u00e0 combina\u00e7\u00e3o de um ambiente agressivo com esfor\u00e7os mec\u00e2nicos c\u00edclicos, causando assim danos ou falha no material.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es do comportamento dos metais sob a\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de cargas alternadas repetidas e meios corrosivos datam de 1910. P.B Haigh foi o primeiro pesquisador neste campo. Ele testou corpos-de-prova de lat\u00e3o em meios contendo am\u00f4nia e \u00e1gua salina e comparou os seus resultados com dados obtidos ao ar.<\/p>\n<p>Sabe-se que a corros\u00e3o-fadiga \u00e9 um fen\u00f4meno de degrada\u00e7\u00e3o causado pela sinergia entre solicita\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas c\u00edclicas e a natureza corrosiva do ambiente, o que pode levar a uma diminui\u00e7\u00e3o da vida operacional de componentes e equipamentos expostos a estas condi\u00e7\u00f5es .<\/p>\n<p>O processo de corros\u00e3o-fadiga em estruturas <em>offshore<\/em> envolve uma rela\u00e7\u00e3o complexa entre os diversos fatores que influenciam o fen\u00f4meno. Na figura abaixo , pode-se observar como estas vari\u00e1veis podem estar relacionadas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sourtec.genesis.co.nl\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/fatores.jpg\" rel=\"attachment wp-att-148\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-148\" src=\"http:\/\/sourtec.genesis.co.nl\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/fatores.jpg\" alt=\"fatores\" width=\"1301\" height=\"682\" srcset=\"http:\/\/sourtec.com\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/fatores.jpg 1301w, http:\/\/sourtec.com\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/fatores-300x157.jpg 300w, http:\/\/sourtec.com\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/fatores-768x403.jpg 768w, http:\/\/sourtec.com\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/fatores-1024x537.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1301px) 100vw, 1301px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O fen\u00f4meno de corros\u00e3o-fadiga de a\u00e7os e outras ligas met\u00e1licas esta intimamente relacionado \u00e0 intera\u00e7\u00e3o eletroqu\u00edmica de um metal deformado localmente, ou seja, energeticamente suscept\u00edvel a perda de \u00e1tomos naquela regi\u00e3o com o ambiente agressivo que o circunda. Isto \u00e9 confirmado por muitos experimentos e hip\u00f3teses da corros\u00e3o aliada a esfor\u00e7os mec\u00e2nicos. Tem sido aceito que o processo de corros\u00e3o-fadiga em solu\u00e7\u00f5es aquosas \u00e9 controlado basicamente pela corros\u00e3o localizada ou a presen\u00e7a de hidrog\u00eanio na ponta da trinca. A corros\u00e3o por pites tem sido uma das principias causas de nuclea\u00e7\u00e3o de trincas de fadiga em uma grande variedade de a\u00e7os e ligas de alum\u00ednio.<\/p>\n<p>Algumas peculiariedades do fen\u00f4meno de corros\u00e3o-fadiga podem gerar d\u00favidas na an\u00e1lise dos resultados dos ensaios. Na literatura h\u00e1 cita\u00e7\u00e3o de que o meio de corros\u00e3o pode agir de diferentes formas em diferentes est\u00e1gios da nuclea\u00e7\u00e3o e propaga\u00e7\u00e3o das trincas de fadiga. Por exemplo, nos primeiros est\u00e1gios de crescimento, pode ocorrer o \u201ccegamento\u201d da ponta da trinca e assim a diminui\u00e7\u00e3o da taxa de propaga\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo a imobiliza\u00e7\u00e3o da trinca. Por outro lado, contudo, para o mesmo meio, mas em outro momento do est\u00e1gio de crescimento, pode ocorrer o aumento na taxa de crescimento da trinca.<\/p>\n<p>Atualmente, pesquisas sobre a corros\u00e3o em diferentes tipos de ind\u00fastrias t\u00eam mostrado que entre 20 a 40% das falhas envolvendo corros\u00e3o est\u00e3o associadas \u00e0 corros\u00e3o-fadiga. Outro fen\u00f4meno bastante comum de falhas em campo de ligas met\u00e1licas \u00e9 a corros\u00e3o sob tens\u00e3o, onde o material falha por uma sinergia entre o esfor\u00e7o mec\u00e2nico aplicado e presen\u00e7a de um meio agressivo espec\u00edfico. De fato, os mecanismos envolvidos na corros\u00e3o-fadiga e corros\u00e3o sob tens\u00e3o podem ser os mesmos, com a diferen\u00e7a somente na configura\u00e7\u00e3o de carregamento, isto \u00e9, o primeiro envolve cargas c\u00edclicas enquanto que o \u00faltimo um carregamento monot\u00f4nico ou est\u00e1tico.<\/p>\n<p>Muitas das falhas em servi\u00e7o, sen\u00e3o a maioria, de uma grande variedade de ind\u00fastrias, s\u00e3o devidos \u00e0 corros\u00e3o-fadiga e a corros\u00e3o sob tens\u00e3o, onde a corros\u00e3o sob tens\u00e3o seria um caso especial de corros\u00e3o-fadiga, com a raz\u00e3o de carregamento R = 1 (R = Tens\u00e3o m\u00ednima\/Tens\u00e3o m\u00e1xima).<\/p>\n<p>Com os dados experimentais sobre o fen\u00f4meno de corros\u00e3o-fadiga acumulados at\u00e9 o momento \u00e9 poss\u00edvel se fazer algumas generaliza\u00e7\u00f5es, s\u00e3o elas:<\/p>\n<ul>\n<li>A superf\u00edcie de fratura da falha por corros\u00e3o-fadiga \u00e9 caracterizada pela presen\u00e7a de um grande n\u00famero de poss\u00edveis pontos de nuclea\u00e7\u00e3o de trincas, o que geralmente n\u00e3o \u00e9 o caso para uma falha por fadiga pura. Uma caracter\u00edstica adicional \u00e9 que, muitas vezes, a fratura est\u00e1 coberta por produtos de corros\u00e3o;<\/li>\n<li>O fen\u00f4meno da corros\u00e3o-fadiga tem uma natureza mista, devido aos fatores de que predominantemente depende, isto \u00e9, corros\u00e3o e carregamento c\u00edclico. Contudo, por defini\u00e7\u00e3o, emprega-se o termo corros\u00e3o-fadiga somente para aqueles casos em que a corros\u00e3o definitivamente afeta a resist\u00eancia \u00e0 fadiga do material, produzindo uma \u201cpenaliza\u00e7\u00e3o\u201d na curva de fadiga;<\/li>\n<li>Ar atmosf\u00e9rico \u00e9 um meio relativamente pouco agressivo, o qual, em alguns casos, pode diminuir a vida em fadiga do material, com respeito ao comportamento do mesmo material em uma atmosfera inerte como, por exemplo, arg\u00f4nio, apesar de n\u00e3o mudar a forma da curva de fadiga. Os componentes ativos do ar (oxig\u00eanio e vapor de \u00e1gua) s\u00e3o os respons\u00e1veis por efeito negativo. Atmosferas industriais podem aumentar a agressividade do meio;<\/li>\n<li>A corros\u00e3o pode ser facilitada pela presen\u00e7a de oxig\u00eanio. Assim, o grau de diminui\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia \u00e0 fadiga de um material, imerso em um meio com acesso restrito de oxig\u00eanio, tende a ser menor do que em um meio oxigenado. Como resultado disto, pode-se eventualmente observar um melhor comportamento em fadiga em meios aquosos desoxigenados, em rela\u00e7\u00e3o aos dados produzidos ao ar.<\/li>\n<li>A a\u00e7\u00e3o combinada de concentradores de tens\u00f5es, pr\u00f3ximos a descontinuidades, e o meio corrosivo diminui consideravelmente a resist\u00eancia \u00e0 fadiga, sendo esta redu\u00e7\u00e3o muito mais pronunciada do que estes efeitos fossem considerados separadamente. Todavia, h\u00e1 exce\u00e7\u00f5es, como para os casos que envolvem os fen\u00f4menos de fechamento ou \u201ccegamento\u201d de trinca;<\/li>\n<li>Assim como no comportamento ao ar, os valores de resist\u00eancia \u00e0 corros\u00e3o-fadiga em tra\u00e7\u00e3o\/compress\u00e3o s\u00e3o maiores do que quando os esfor\u00e7os s\u00e3o de flex\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Entre os fatores ambientais fundamentais em testes de corros\u00e3o-fadiga, comumente est\u00e3o inclu\u00eddos: o pH, a press\u00e3o parcial de H<sub>2<\/sub>S e\/ou CO<sub>2<\/sub>, o conte\u00fado de cloretos e a temperatura.<\/p>\n<p>Os testes de corros\u00e3o-fadiga seguem diretamente os testes de fadiga realizados em ambientes \u201cbenignos\u201d \/inertes, os quais est\u00e3o bem desenvolvidos e normalizados. Para a realiza\u00e7\u00e3o de ensaios de corros\u00e3o-fadiga, deve-se adaptar de acordo com a necessidade de cada ensaio. Entre as normas da s\u00e9rie ASTM utilizadas para os ensaios est\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>ASTM E 466 \u2013 <em>Standard Practice for Conducting Force Controlled Constant Amplitude Axial Fatigue Tests of Metallic Materials;<\/em><\/li>\n<li>ASTM E 467 \u2013 <em>Standard Practice for Veri<\/em><em>\ufb01<\/em><em>cation of Constant Amplitude Dynamic Forces in na Axial Fatigue Testing System;<\/em><\/li>\n<li>ASTM E 468 \u2013 <em>Standard Practice for Presentation of Constant Amplitude Fatigue Test Results for Metallic Materials.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>Por compara\u00e7\u00e3o, a s\u00e9rie ASTM G-1 conta com quatorze normas ou pr\u00e1ticas para a avalia\u00e7\u00e3o de corros\u00e3o sob tens\u00e3o e nenhuma para corros\u00e3o-fadiga. Os ensaios de corros\u00e3o-fadiga apresentam algumas dificuldades intr\u00ednsecas, tais como: dificuldade de se manter as solu\u00e7\u00f5es aquosas em condi\u00e7\u00f5es constantes, dificuldade na medida de deslocamentos e cargas, veda\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas de corros\u00e3o entre outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo da corros\u00e3o-fadiga em metais envolve diferentes campos do conhecimento, o que abre espa\u00e7o para diferentes formas de interpreta\u00e7\u00e3o. Corros\u00e3o-fadiga exibe os mesmos est\u00e1gios de forma\u00e7\u00e3o e propaga\u00e7\u00e3o de trincas que a fadiga. 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